As aulas do ensino médio terminaram. Agora vem a pergunta com o que seguir adiante. Meu pai gostava que eu trabalhasse em banco, meus amigos diziam que eu era melhor para trabalhar com cálculos, alguns dos meus parentes diziam que eu precisava tomar juízo, diziam que eu era muito empírico. Durante minha infância tinha gosto pela medicina, pelo fato de ser muito prestativo. Na juventude passava dias fazendo desenhos, copiados de HQ's, alguns feitos à mão, como casas, carros copiados de revistas, e gostava muito de escrever.
Optei pelas Ciências Exatas (mas nunca é, porque sempre alguém descobre algo, uma metodologia nova, um novo conceito), comecei a cursar matemática, aos 18, por conselho do diretor da escola que eu estudava, pelos desenhos que mostrei a ele. Devido a muitas dificuldades (que não cabe aqui citá-las) optei por abandonar o curso. Comecei a ter gosto propor concursos, sempre prestava para testar minhas habilidades. Decidi que era melhor lutar com vontade própria, sem a ajuda dos outros. Vieram os empregos, trabalhava, mas sempre com intuito de seguir uma carreira, não que o trabalho denegrisse, mas enriquecesse sempre.
Casei aos 23 anos, em 2008 e minha esposa tem sido o grande apoio que precisava, com conselhos, sendo muito apoiadora. Passados alguns anos, aos 26 anos decidi inscrever-me em um programa de bolsas de estudo, escolhi em 1ª opção Engenharia Mecatrônica e Engenharia de Produção Mecânica como 2ª opção. Ganhei a bolsa de Engenharia de Produção, me identifiquei muito com o curso e com as disciplinas.
O que posso falar é que sou um pouco persistente, mesmo com tantas adversidades, o melhor não é responder "por que?", e sim "por que não?"
Agradeço a familiares, amigos e principalmente meus pais, que de certa forma nortearam minha decisão para a escolha do curso.
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